Escandiuzzi

Procuram-se boas notícias. Mas enquanto elas não surgem….

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Poltergeist…

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Faz uma semana que a Celesc trocou um transformador da minha rua depois de uma explosão. Desde então, coisas sobrenaturais vem ocorrendo:  minha casa e do vizinho ficam dando piques de luz. Tem dia que falta energia em apenas metade da casa.

Mas essa madrugada foi um espetáculo, eis que hoje, as 7 horas da manhã, no melhor sono,  tal como ocorrem nos filmes do estilo Poltergeist, a televisão liga sozinha, desliga e em seguida pega fogo… Fumaça por todo o quarto.

Mais uma série de piques de energia e corro eu para desligar tudo da tomada…

Uma TV a menos, graças a Celesc… Está lá jogada no quintal porque o cheio de queimado está insuportável.. Era velhinha, mas funcionava…

Seria a maldição do poste que foi esquecido no meio da rua??? Ou seria incompetência mesmo???

Ow, Celesc trata de mandar uma nova para cá.

Written by Fabrício Escandiuzzi

setembro 2, 2012 at 12:30 am

A belezura da Armação

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Há dois anos, a prefeitura investiu dez milhões para construir esse muro na praia da Armação…

O objetivo era conter o avanço do mar e evitar que novas casas fossem destruídas.

Também prometeram outros tantos milhões para recuperar a orla, fazer um projeto de revitalização para que o local ficasse com o visual legal. Uma boa, já que esse muro de pedras deixa uma das praias mais bonitas de Florianópolis muito estranha.

Passaram-se dois anos e cadê a obra?? Virou mais uma lenda da ilha cheia de casos e ocasos raros.

Ou será que a tal revitalização é esse asfalto lindo que colocaram em cima do muro???

Deem uma olhada na belezura que ficou…..

Written by Fabrício Escandiuzzi

julho 23, 2012 at 10:56 pm

Sobre ressacas, muros, estaleiros e campanhas

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Nunca antes na história dessa cidade houve uma união tão grande de políticos em torno de um objetivo….

A atuação de parlamentares, candidatos, governo e etc em torno do tal estaleiro do Eike Batista realmente  é uma coisa impressionante.

Não vi união assim para resolver o problema de mais de mil pessoas que continuam nas moradias provisórias de Blumenau. Vivem em galpões, usam conteineres como banheiro. Quer saber como é? Clique aqui.

Na praia da Armação do Pântano do Sul, o tal muro está sendo erguido… Nesta segunda-feira, dia 19, a água chegava a passar por cima em vários pontos. E olha que não estamos enfrentando nenhuma ressaca.

Aqui, neste caso, assim como no dos desabrigados da enchente de 2008, não houve tanta “comoção política” como o tal do estaleiro do Eike. Vai gerar cinco mil empregos.. que maravilha… O turismo acho gera muito mais do isso, sem precisar mexer em áreas de preservação ou desalojar golfinhos na baía que chama, não por acaso, Baía dos Golfinhos.

O que lamento é que as coisas andam na contramão. Ao invés de se cumprir estritamente o que está na legislação ambiental, movimenta-se políticos e autoridades para “viabilizar” a construção do estaleiro.

Resumindo em outras palavras: reúnem-se todos para dar um “jeitinho” de viabilizar isso. A lei que trate de se adaptar aos interesses e à “geração de empregos para a comunidade”

E os ecochatos, ambientalistas e defensores da natureza que se f….

Mas, volto neste assunto depois das audiências públicas deste semana…. Essas fotos foram tiradas hoje na praia da Armação..

O muro está “lindo”, não deixa o mar chegar tão perto. Acabou a areia, acabou a praia. Guarda-sol e caiprinha à beira mar ali, só se for em cima do muro… Não dá mais para pegar onda, tamanhos são os tocos que foram lançados ao mar depois que as casas e encostas foram destruídas.

 

Tá maravilhoso né? Uma praia de cartão-postal….

 

Tem até ciclovia agora, dá para correr, fazer cooper… estender uma canga, ler um livro em cima de um muro de pedra de dez milhões de reais.. Não é para qualquer um..

Para o turismo é bom… Tanta gente sai daqui para ver o que sobrou do Muro de Berlim.. Temos agora a praia da Armação e sua imponente muralha…

 

E no Campeche? Olha aqui abaixo.. Casas penduradas, belo visual em meio aos destroços…

Tudo ruindo devido à força do mar….

 

Um molhe, com uma meia dúzia de pedras, é apontado por nove entre dez pessoas que ouvi (incluindo especialistas) como o causador ou grande contribuidor para o problema na praia da Armação.

A construção de casas sobre dunas de uma área de preservação também fez com que o problema ocorresse no Campeche.

Interferências do homem.

Interferências pequenas, mínimas, se compararmos com o impacto que um estaleiro pode causar na baía norte de Florianópolis.

Bilhões de reais em investimento. Milhares de empregos. Que coisa linda.

Os caras falam em jogar arsênio na água como se fosse a coisa mais normal do mundo…. Não era ali na baía norte que íriamos nadar, como nos prometeram em outras campanhas???

Não estamos podendo nadar nem mais no sul da ilha…

 

Tudo isso vale a pena???

Written by Fabrício Escandiuzzi

julho 20, 2010 at 5:38 am

Sopa de letrinhas

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Reunião do PP na segunda pela manhã. Diretório do PSDB na parte da tarde. Isso na segunda-feira.

Na terça-feira: panfletagem de petistas no Terminal Central. Reunião de prefeitos do PMDB em um hotel do centro de Florianópolis. Coletiva com picanha na casa do governador Leonel Pavan.

Isso sem contar o material sobre frio, tainhas e Armação.

Estou numa maratona “político-noticiosa”.

E como disse muito bem o Moacir Pereira em belo artigo hoje, já tá uma chateção esse negócio de tríplice aliança.

PMDB diz que vai com DEM e PSDB… Mas o PT diz que o PMDB vai com o PT e a Dilma. O PSDB diz então que vai com o PP. Mas o PP diz que vai com o PDT. O PDT, uma parte vai com o PP mesmo, a outra diz que vai só com PDT. O DEM vai sozinho ou com o PMDB e o PSDB, mas nunca com o PT…

E eu vou para a PQP, porque tá foda essa chateação.

Ninguém fala com a impresa com medo de melindrar os sonhados aliados. Um aliado marca uma conversa ali, o outra marca outra de lá. E nada acontece.

Fritsch panfletando disse em entrevista ao Terra que já haveria um acordo firmado com o PMDB catarinense para não agressão. Leia aqui.

Pavan fez um churrasco para a imprensa. Alguns figurões engravatados e outros, como eu, com a blusa de moletom surrada (mas bem quentinha) com que saí pela manhã para fotografar o “frio” e a espera das tainhas. Para variar, nenhuma nova revelação bombástica… Disse que se PMDB e PT selarem o tal pacto, no mesmo dia ele conversaria com o PP (essa foto é maldade pura, mas não dá para deixar de usá-la né?).

Compasso de espera.

Enquanto isso, a triplice aliança (ou chatice, como diz o Moacir), segue assando. Sinceramente acho que já passou do ponto.

Tá mais para uma grande sopa de letrinhas. Não sabemos o que vai sair dali…

Em tempo: O César Valente também publicou um excelente material sobre essa discussão casa-não casa, alia-não alia….Leia aqui

Written by Fabrício Escandiuzzi

junho 10, 2010 at 8:44 am

Ressaca na Armação: é hora de saquear

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A ressaca diminuiu. O muro de pedras vem sendo construído.

Agora o problema é  que casas vêm sendo saqueadas…

Isso mesmo.

Saques.

Casas destruídas na praia da Armação estão sendo saqueadas na madrugada.

Leva-se de tudo: madeiras, portas, janelas, azulejos e até vaso sanitário. Muitos aproveitam que as residências estão completamente abertas, com móveis e pertences à mostra.

Na casa do artista plástico Átila Ramos, que tinha móveis e eletrodomésticos pendurados, foram levados alguns pertences. No final da tarde de segunda-feira, dia 31, encontrei uma moça na porta da casa vigiando o local para que não levassem um armário. Ela esperava uma camionete alugada pelo próprio proprietário para levar algumas coisas que restaram. “Estão levando muita coisa daqui”, disse a moça.

Moradores têm medo de gravar entrevista porque os “saqueadores” seriam pessoas do próprio bairro.  Uma outra moradora, próximo à uma das casas que desabaram, relatou ter visto pessoas passarem com portas e janelas durante a madrugada. Nem mesmo o estrado de uma cama foi deixado de lado. “A alegação é a de que o material está no mar e que por isso não teria dono”, me contou.

Turismo e saque.

Será que é isso que restou da praia da Armação?  Tão linda e aconchegante há pouco atrás…

Uma observação final: falei com dois técnicos nesta sexta-feira. Um geólogo e outro oceanógrafo.

O detalhe é na opinião dos dois, o tal muro não adiantará nada. Publico detalhes nesta quinta, feriado de Corpus Christi…

Written by Fabrício Escandiuzzi

junho 3, 2010 at 5:16 am

Ressaca: a vez da Barra da Lagoa e do Campeche

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Agora é a vez da Barra da Lagoa e do Campeche.

Mais drama. Ondas tomaram restaurantes e casas à beira-mar.

No Campeche, um impressionante muro de areia com quatro metros de altura se formou.

Casas igualmente ameaçadas. Casas com construções contestadas na Justiça e por muitos moradores justamente por estarem sobre dunas.

Culpa do mar? Do aquecimento global? Da Defesa Civil?

Óbvio que não…

 

Foguetórios a parte, a previsão de uma nova e intensa ressaca nos próximos dias coloca todo mundo em alerta.

Entrevistei uma família de pescadores na Barra.  Viviane Laura Corrêa, com apenas 28 anos, se mostrou uma das pessoas mais sábias que entrevistei neste episódio todo da ressaca. Contou que o avô vendeu o terreno da frente de sua casa e garantiu a construção de moradia para todos os filhos no fundo. “Ele sempre disse que o olho do homem iria destruir nossa ilha”, afirmou. “Aqui em Floripa pode tudo. Mexem na praia para montar restaurante e até alargam avenida Beira-mar para que os ricos possam correr. Nunca vi ninguém da prefeitura aqui a não ser em inauguração”.

Saí da Barra da Lagoa com essas palavras ecoando na minha cabeça. É a pura verdade. Construções sobre dunas, legalizações vias cartórios duvidosos, empreendimentos em prol da “geração de empregos” e outras balelas. Nada disso cabe mais por aqui.

Aterros, ajeitos, resorts e estaleiros. Nadica. Cabe cuidar do que temos antes que não tenhamos mais nada.

O prefeito Dário Berger tem uma chance de ouro para fazer história, mesmo com as indecências de shows e outras coisitas más. Pode fazer um plano diretor decente, acertar a questão da devastação e trabalhar pelo desenvolvimento sustentável da ilha… Resta saber se irá fazê-lo.

Mas para isso é preciso ouvir técnicos e não falsos pescadores interessados em foguetes e projeção política, como tenho percebido na praia da Armação. Ou em construtoras-financiadoras de campanhas interessadas em sabemos bem o quê…

Não gostaria de ver esse cenário nos próximos anos em Floripa.  A atual prefeitura não tem culpa de tudo. O risco é ser mais uma entre tantas outras que se passaram a omitir. Está aí o desafio.

O “ecochato” nunca esteve tão certo. Mas garanto que nenhum deles está feliz em ver o que vem acontecendo.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 29, 2010 at 6:25 am

E agora, companheiro???

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O que dizer do que ocorreu hoje no centro de Florianópolis?

Que a Polícia Militar usou de força excessiva e lembrou a época da ditadura?

Que a manifestação estava repleta de vândalos que deixaram um rastro de destruição no centro?

Nenhuma das alternativas é a correta.

A PM, ao contrário do ocorreu nos últimos quando prendeu até jornalistas, dessa vez não disparou tiros e não usou de agressividade. Só vi policiais tentando conter manifestantes mais exaltados, com os rostos encobertos e o escambau. Sem violência alguma.

Os jovens, que de outras vezes como relatei aqui, deram um show de civilidade com manifestações bem humoradas e artísiticas, desta vez perderam o rumo. Extrapolaram.

Alguns dos estudantes nesta sexta agiram como a Polícia Militar na semana passada. Do mesma maneira que nos primeiros manifestos um Guarda Municipal ordenou que eu desligasse a câmera, hoje foi a vez de um pirralho com seus 14 anos ter a mesma atitude. Para os dois, a resposta foi a mesma. Mandei a um lugar que não deve ser lá muito agradável e não convém escrever aqui.

Vão me crucificar, dizer que sou contra movimento social, que estão lutando por mim e etc… Também dizia isso. Já tava na rua quando muitos dos que estavam ali hoje não eram sequer nascidos… Já perdi e ganhei.  Mas não é isso que importa.

Importa é que lamentei muito ver aquela correria e aqueles atos de puro vandalismo praticados por alguns (veja bem, disse ALGUNS) dos manifestantes. Tem muita gente engajada e séria ali dentro. Muita mesmo. O erro é não ter uma liderança de fato, uma liderança natural. Liderança nos atos e não no discurso. Isso, infelizmente, fez muita falta.

O que vai ficar, o que vai ser noticiado pela mídia, serão os vidros quebrados de agências bancárias, a porta de uma loja estilhaçada, lixeiras e sacos espalhados pelo calçadão e muros “pixados”. Péssimo…Aí tem um que vai dizer: “Foi um P2”, foi um “infiltrado” e etc… Mas se a coisa fosse bem conduzida, não chegaria ao ponto de termos um corre-corre pelo centro.

Com 874.962 mil policiais e outras 350 mil viaturas no centro, os estudantes acharam que conseguiriam driblar a PM se dividindo ou saindo correndo pelo centro??? Pelo amor de Deus né, vamos deixar a utopia em casa.

O que era algo divertido, ficou algo perigoso.

 

Três semanas de protesto e a prefeitura sequer moveu uma palha no sentido de mostrar uma mínima chance de reduzir a tarifa. Que é um disparate, uma vergonha, um abuso isso é. Só que o problema é que os atos de alguns depredaram não só o centro. Depredaram o próprio movimento. Depois de hoje, tudo volta não à tarifa zero, mas à estaca zero.

Protesto em rua, pelo menos por enquanto, é uma coisa que perdeu o sentido depois do que ocorreu hoje. É preciso dar um tempo e, convenhamos, tem coisa que dez pessoas podem fazer melhor melhor do que 800. Um protesto inteligente é uma forma de reconquistar a população. Falta o líder dizer o que fazer…

Vamos dar o exemplo da própria PM. Depois da confusão da sexta-feira passada, dia 21, quando um jornalista foi preso, os policiais se recolheram e mal apareceram no protesto seguinte. A função coube à GM na última segunda… quem esteve lá sabe disso.

 

O que é preciso fazer é sentar, esfriar a cabeça, analisar os erros e tentar aprender com eles. O confronto, a depredação, o tumulto não ajudam em nada. Uma derrota numa batalha, como ocorreu hoje, deve ser para mudar o tom, para se auto analisar.

Dar um murro em ponta de faca acontece. Esmurrá-la o tempo todo é idiotice.

Se a PM mudou a postura e deu um banho, será que os estudantes não são capazes de fazer o mesmo?

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 28, 2010 at 1:52 pm