Escandiuzzi

Procuram-se boas notícias. Mas enquanto elas não surgem….

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Poltergeist…

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Faz uma semana que a Celesc trocou um transformador da minha rua depois de uma explosão. Desde então, coisas sobrenaturais vem ocorrendo:  minha casa e do vizinho ficam dando piques de luz. Tem dia que falta energia em apenas metade da casa.

Mas essa madrugada foi um espetáculo, eis que hoje, as 7 horas da manhã, no melhor sono,  tal como ocorrem nos filmes do estilo Poltergeist, a televisão liga sozinha, desliga e em seguida pega fogo… Fumaça por todo o quarto.

Mais uma série de piques de energia e corro eu para desligar tudo da tomada…

Uma TV a menos, graças a Celesc… Está lá jogada no quintal porque o cheio de queimado está insuportável.. Era velhinha, mas funcionava…

Seria a maldição do poste que foi esquecido no meio da rua??? Ou seria incompetência mesmo???

Ow, Celesc trata de mandar uma nova para cá.

Written by Fabrício Escandiuzzi

setembro 2, 2012 at 12:30 am

Harper, Donavon e Floripa

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Written by Fabrício Escandiuzzi

fevereiro 7, 2011 at 12:26 am

Após o Harper, o Berger

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É bom deixar claro, antes de mais nada, que eu escrevi várias vezes que estava torcendo para queimar minha língua.

E que bom que eu a torrei.

Eu não tinha nenhuma dúvida que o show, as apresentações, seriam ótimas. E foram mais do que isso.

A organização do evento funcionou direitinho lá dentro, tirando uma ou outra dificuldade dos seguranças e de parte da produção em passar informações corretas. Não consigo entender porque alguns que trabalham em segurança são tão grossos, mas é bom relevar diante da quantidade de gente que estava lá.

A imensidão de pessoas na praia do Campeche foi algo que eu nunca havia visto. Hoje pela manhã, a rapaziada da COMCAP limpou tudo rapidinho. O cercado para a área de preservação está de pé. Isso apesar do local ter sido farta e largamente usado pelo pessoal que estava na praia para dar aquela “turbinada ilícita”.

O espaço de preservação também virou banheiro público das pessoas que não conseguiram entradas e acompanharam tudo na praia.

Uma falha, é preciso banheiros na praia, ainda mais sabendo a quantidade absurda de pessoas que foram ao evento.

 

 

O show realmente foi único.

A japonesinha Sabrina Sato e o orelhudo do Carioca tratavam a todo instante de pedir cuidado com o meio ambiente ao pessoal que estava no show.

Dentro, mil maravilhas. O problema realmente ela lá fora, mas foi bem menor do que o pessoal temia.

Mas se engana quem pensa que tudo correria tão bem não fosse a pressão local contra a organização. O fato de dois shows terem sido marcados “aliviou a tensão”. Muito mais gente seguiria para o Campeche caso fosse apenas uma apresentação.

Se não houvesse cobranças e acompanhamento por parte dos moradores e de parte da imprensa, teríamos sim, um estrago maior. Menos seguranças, menos organização e claro, menos um show. Percebi que boa parte da equipe de produção se dedicou muito para tentar fazer algo com o menor impacto possível.

Não sei como foi o trânsito, que deve ter sido diluído ao longo do dia…

Posso dizer como foi para quem mora no Campeche, teve  impacto sim. Mobilidade restrita, movimento exagerado, onde podia-se andar estava engarrafado…

 

Por fim, acho que a mobilização e a polêmica em torno desta questão foram muito importantes.

Florianópolis precisa debater seu futuro com seriedade, não com as coisas feitas nas coxas como há muito tempo vem sendo feito.

Construções no bairro, que brotam da terra de um dia para o outro para depois serem autorizadas pelo poder público, precisam ser contidas ou melhor analisadas.

Aquele Plano Diretor medíocre encomendado junto a uma empresa da Argentina precisa ser finalizado, discutido.  A comunidade, e isso em qualquer bairro, não pode ter que engolir certas coisas goela abaixo como fazem.

O show do Ben Harper e de Donavon Frankenreiter, em especial, foram sensacionais. Ali dentro do espaço, tudo ocorreu muito bem e queimei a minha língua, graças a Deus….

Só esperamos mais seriedade por parte de organizadores de eventos ANTES de anunciar seus espetáculos.

Da prefeitura principalmente, esse evento foi positivo: chegou uma chance de ouro que as autoridades não podem ser cretinas de desperdiçar. Após toda a polêmica, é momento de chamar a comunidade e definir o que pode, o que não pode, o que talvez possa e o que não deve ser feito de jeito nenhum.

Pessoal precisa estar junto e não ficar nessa lenga de discussão “haole” ou “nativo”, como ainda fazem questão de pregar alguns com o QI prejudicado pela falta de neurônios.

O pessoal que vive em Floripa não deve esquecer de toda a polêmica só porque no palco, os cantores fizeram o que mais sabem fazer: Dar um belo show.

Espero que a questão não pare por aqui. Após o Harper, é hora de cobrar o plano diretor decente do Berger.

 

Written by Fabrício Escandiuzzi

fevereiro 7, 2011 at 12:06 am

E agora, companheiro???

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O que dizer do que ocorreu hoje no centro de Florianópolis?

Que a Polícia Militar usou de força excessiva e lembrou a época da ditadura?

Que a manifestação estava repleta de vândalos que deixaram um rastro de destruição no centro?

Nenhuma das alternativas é a correta.

A PM, ao contrário do ocorreu nos últimos quando prendeu até jornalistas, dessa vez não disparou tiros e não usou de agressividade. Só vi policiais tentando conter manifestantes mais exaltados, com os rostos encobertos e o escambau. Sem violência alguma.

Os jovens, que de outras vezes como relatei aqui, deram um show de civilidade com manifestações bem humoradas e artísiticas, desta vez perderam o rumo. Extrapolaram.

Alguns dos estudantes nesta sexta agiram como a Polícia Militar na semana passada. Do mesma maneira que nos primeiros manifestos um Guarda Municipal ordenou que eu desligasse a câmera, hoje foi a vez de um pirralho com seus 14 anos ter a mesma atitude. Para os dois, a resposta foi a mesma. Mandei a um lugar que não deve ser lá muito agradável e não convém escrever aqui.

Vão me crucificar, dizer que sou contra movimento social, que estão lutando por mim e etc… Também dizia isso. Já tava na rua quando muitos dos que estavam ali hoje não eram sequer nascidos… Já perdi e ganhei.  Mas não é isso que importa.

Importa é que lamentei muito ver aquela correria e aqueles atos de puro vandalismo praticados por alguns (veja bem, disse ALGUNS) dos manifestantes. Tem muita gente engajada e séria ali dentro. Muita mesmo. O erro é não ter uma liderança de fato, uma liderança natural. Liderança nos atos e não no discurso. Isso, infelizmente, fez muita falta.

O que vai ficar, o que vai ser noticiado pela mídia, serão os vidros quebrados de agências bancárias, a porta de uma loja estilhaçada, lixeiras e sacos espalhados pelo calçadão e muros “pixados”. Péssimo…Aí tem um que vai dizer: “Foi um P2”, foi um “infiltrado” e etc… Mas se a coisa fosse bem conduzida, não chegaria ao ponto de termos um corre-corre pelo centro.

Com 874.962 mil policiais e outras 350 mil viaturas no centro, os estudantes acharam que conseguiriam driblar a PM se dividindo ou saindo correndo pelo centro??? Pelo amor de Deus né, vamos deixar a utopia em casa.

O que era algo divertido, ficou algo perigoso.

 

Três semanas de protesto e a prefeitura sequer moveu uma palha no sentido de mostrar uma mínima chance de reduzir a tarifa. Que é um disparate, uma vergonha, um abuso isso é. Só que o problema é que os atos de alguns depredaram não só o centro. Depredaram o próprio movimento. Depois de hoje, tudo volta não à tarifa zero, mas à estaca zero.

Protesto em rua, pelo menos por enquanto, é uma coisa que perdeu o sentido depois do que ocorreu hoje. É preciso dar um tempo e, convenhamos, tem coisa que dez pessoas podem fazer melhor melhor do que 800. Um protesto inteligente é uma forma de reconquistar a população. Falta o líder dizer o que fazer…

Vamos dar o exemplo da própria PM. Depois da confusão da sexta-feira passada, dia 21, quando um jornalista foi preso, os policiais se recolheram e mal apareceram no protesto seguinte. A função coube à GM na última segunda… quem esteve lá sabe disso.

 

O que é preciso fazer é sentar, esfriar a cabeça, analisar os erros e tentar aprender com eles. O confronto, a depredação, o tumulto não ajudam em nada. Uma derrota numa batalha, como ocorreu hoje, deve ser para mudar o tom, para se auto analisar.

Dar um murro em ponta de faca acontece. Esmurrá-la o tempo todo é idiotice.

Se a PM mudou a postura e deu um banho, será que os estudantes não são capazes de fazer o mesmo?

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 28, 2010 at 1:52 pm

“Catraca”

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Nos últimos dois protestos de estudantes que acompanhei – na quinta e na segunda-feira – esse cão esteve presente em todo o protesto…

Não sei se tem dono, mas o fato é que latiu para policiais militares, guardas municipais e esteve sempre à frente dos estudantes pela marcha nas ruas centrais de Florianópolis.

O “Catraca” como alguns o chamaram, chegou a ficar no meio da roda enquanto os manifestantes cantavam diante do terminal central.

Como sou um declarado e apaixonado amante de animais, deduzo que o “Catraca”, no alto de sua sabedoria e instinto, escolheu o lado correto na manifestação.

Opinião de crianças e de animais são coisas que não devem ser deixadas de lado.

Chamando “Catraca” ou qualquer outro nome, o cãozinho se tornou o mascote das manifestações de 2010.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 26, 2010 at 10:43 am

A encenação

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Segue um VTzinho sobre a manifestação realizada no centro de Floripa na noite desta segunda….

O cara dançando na moto, pouco se importando com o trânsito interrompido pelos estudantes, é impagável…

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 25, 2010 at 2:21 pm

Tapa na cara

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A Polícia Militar mal apareceu na manifestação realizada pelos estudantes nesta segunda-feira…

Vergonha do que ocorreu na sexta? Pode ser.

Deixou que a Guarda Municipal acompanhasse os garotos o que, na minha opinião, é ainda mais perigoso diante do despreparo de alguns.

A apresentação teatral diante do TICEN foi sensacional. Até jornalista “apanhou” na encenação. Não tinha um representante de sindicato de jornalistas ali, o que acho condenável.

A defesa e o repúdio ao ato da PM contra jornalistas da RBS coube, quem diria, aos estudantes.

Um tapa na cara. Uma lição.

E o protesto ocorreu na maior tranquilidade mesmo sem policiamento ostensivo, cães, cavalarias, tropa de choque e desfile de viaturas. A Mauro Ramos foi bloqueada por alguns minutos, depois o TICEN. Aí a PM apareceu e os jovens saíram. Sem confronto, sem discussão, sem exaltação…

E a prefeitura mais uma vez, sem nenhuma explicação…

Depois desta segunda-feira, que foi o ato mais tranquilo de todos, chego a uma triste conclusão: o que deixa os protestos tumultuados e tensos não são os manifestantes. É a polícia.

Ganhou o bom humor, ganhou a cidade.

Resta saber até quando os estudantes irão protestar e até quando a prefeitura irá silenciar…

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 25, 2010 at 10:27 am