Escandiuzzi

Procuram-se boas notícias. Mas enquanto elas não surgem….

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Harper, Donavon e Floripa

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Written by Fabrício Escandiuzzi

fevereiro 7, 2011 at 12:26 am

Ben Harper, os haoles, os nativos e os babacas

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Queira Deus que eu não esteja enganado… Queria Ele que eu queime a minha língua e que tudo ocorra às mil e uma maravilhas.

Mas sou obrigado a confessar que algo me assusta nesta história do show do Ben Harper.

Não sou contra o show, adoro as músicas dele… Mas tem muita coisa nebulosa aí.

Primeiro: o local do evento.

Depois: as várias indecisões sobre o show:

1. Era de graça, depois virou dois quilos de alimentos;

2. Seriam 20 mil pessoas, depois viraram 10 mil e por fim 8 mil;

3. Os ingressos seriam trocados mediante o preenchimento de um formulário no site. Depois disso, a pessoa imprimiria o cupom e trocaria pelo tão sonhado bilhete. Agora os interessados tem que mandar um réles e vagabundo email e torcer que para que sejam um dos 4 mil primeiros a fazê-lo.

4. Tem licença, não tem licença?

5. Quem não conseguisse ingresso iria acompanhar o evento em telões na praia. Não. Não existem mais telões.

São inúmeras e inúmeras questões que me deixam com um pulgueiro atrás da orelha. Lógico, estarei ali, torcendo para que nada de muito ruim aconteça. E trabalhando obviamente, Que todos tenham seus ingressos e que tudo ocorra na maior paz, com músicas da melhor qualidade.

Ninguém é contra belos eventos na cidade. Mas só quem vive a realidade do Campeche sabe da completa falta de infra-estrutura do local para sediar um mega evento desse.

E a preocupação não é coisa dos “haoles”, como uns babacas  fazem questão de alardear inclusive na imprensa, transformando o debate de uma coisa séria sobre o futuro – e o presente – de Florianópolis em uma ridícula e ultrapassada demonstração de xenofobia.  Isso é de uma cretinice sem tamanho, sejam os autores desses comentários os “locais”, haoles ou seja lá o que for.

Só para provar o que digo segue um relato do Athaíde Silva. Morador do Campeche, nativo, surfista das antigas e coordenador do protesto contra o show do Ben Harper. Ele esteve na Câmara Municipal na noite desta segunda-feira, dia 1º de fevereiro, para pedir uma “moratória” nas construções do bairro até que o tal plano diretor deixe de ser uma história da carochinha argentina para virar realidade.

Acho que o show do Ben Harper deve ocorrer sim, por tudo o que já foi feito e promovido. Milhares de pessoas votaram e estão interessadas.

Mas podemos daí, tirar proveito para discutir sobre quais os locais adequados e os rumos de Floripa.

Atendendo ao pedido de um jornalista local, ponho na tela a declaração do Athaide. Acho que não precisa mostrar a identidade dele né, “rapeize”? Trata-se de um nativo puro sangue

Written by Fabrício Escandiuzzi

fevereiro 2, 2011 at 11:14 am

Mais uma vez alagamentos em Floripa

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Seguem imagens do sul da Ilha.. Mais precisamente, nos bairros do Rio Tavares e Campeche.

O loteamento Norbecker (não sei se é assim que escreve, depois me corrijam caso não o seja) é uma vergonha. Se dois moradores lavarem a calçada ao mesmo tempo, alaga tudo…

Faz anos que acompanho ali… Faz anos que pedem socorro para a prefeitura… Faz anos que continua alagando…

Com relação ao Rio Tavares então, nem vou fazer maiores comentários… O horário não permite…

 

Written by Fabrício Escandiuzzi

janeiro 24, 2011 at 5:33 am

Protesto

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Moradores do Campeche fecharam a SC 405 por 40 minutos  no finalzinho da tarde desta quarta-feira. Até uma retroescavadeira foi usada no protesto.

Segundo os locais, a culpa pelos alagamentos é do Governo de Santa Catarina e da Prefeitura de Florianópolis. Há dez anos eles sofrem com alagamentos e nesta madrugada, a água chegou a passar de meio metro em algumas das casas. Quem me contou isso foi Neusa Bilck, moradora do local e uma das líderes da manifestação. “Prefeitura empurra para governo e governo empurra para prefeitura”, contou. “Desde 2008 estão prometendo vir aqui e arrumar a nossa situação. Pagamos impostos e todas as casas estão legalizadas, mas ninguém aparece”.

A fila na SC 405 chegou a 3 kms próximo ao posto da Polícia Militar Rodoviária. No final da manhã de sábado está marcado outro manifesto.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 20, 2010 at 7:45 am

Mais um abandono…

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Tem certas coisas que são capazes de acabar com o dia da gente.

Precisava tirar um doloroso extrato para olhar a situação bancária e fui ao supermercado Bistek, na região da Costeira. Quando encostei o carro, percebi que estava sendo observado de longe.

Olhei para ela. Rapidamente abaixei a cabeça, desci do carro sem olhar para trás e fui fazer minhas coisas…

Minutos depois voltei e vi que ela continua a me olhar atentamente.  Abanou, como se me chamasse.

Foi o que bastou.

Me aproximei e vi que a pobre cachorrinha velava uma caixa com seus cinco filhotes…

Ela havia sido abandonada com toda a cria já há algumas horas.

Chegou uma funcionário do supermercado com três bisnaguinhas. A cachorra, com os ossos à mostra, as engoliu como se fossem a primeira refeição em muito tempo.

Voltei, comprei um pacote de ração, entrei na internet e descobri o telefone da secretaria de Bem Estar Animal.

Não poderia de forma alguma levá-la. Tem cinco gatos na minha casa, entre os meus e os que aparecem por lá para comer ração. Uma delas requer cuidados especiais por estar asma.. Isso mesmo, acredite, a bichana não pode nem se estressar.

Continuando, peguei o telefone da secretaria de Bem Estar Animal e perguntei o que deveria fazer. Contei que a cachorra estava puro osso, com quatro filhotes e etc e tal… O que fazer nessas horas?

A resposta foi sensacional: “Tens que deixá-la à sorte ou levar para a tua casa. Se eu for atender todo mundo que liga com este tipo de caso, ia precisar ter um Maracanã para guardar tantos cachorros”. Fiquei tão puto que nem lembro o nome do atendente e já desliguei o telefone.

Liguei para dois amigos veterinários que também não poderiam pegar.

Então é isso? Não tem nada para se fazer? Se eu desse uma pedrada na cabeça da cachorra, poderia ser preso por maus-tratos e ela seria levada para o canil. Mas assim ela está jogada à própria sorte.

Até entendo a postura do pobre rapaz que me atendeu. Conheço o canil da prefeitura e sei que não tem como abrigar mais ninguém, a não ser animais vítimas de maus tratos. Mas eu fico com a pergunta: abandono não é um mau trato?

O que pode ser feito?

Construir um novo canil? Realizar uma parceria para que uma ONG ou alguém de fato recolha os animais?

Gasta-se tanto dinheiro com convênios com todo o tipo de associação que se possa imaginar… Tem de tudo, associação de bairros, de ruas, de mães, de pais, tios, de clubes e sei lá mais o quê… Tanta coisa e nada que atenda os pobres dos bichos.

Alguém deve pegar, ler este texto e falar que eu sou um idiota, que prefeitura tem que se preocupar com as pessoas e não com os animais e que isso tudo é uma besteira. Para este leitor, não se deve aplicar recursos ou projetos para cuidar de bicho de rua.

Para quem pensa assim, o melhor procurar outro blog para ler. Não o meu. Pois eu defendo que deve sim haver uma política e destinação maior de recursos para cuidar dos pobrezinhos. Investem em bobagens como um show do Bocelli que não houve, uma árvore de Natal que não acendeu, convênios para associações de todo o tipo, propagandas milionárias, shows de aniversário da cidade (que questiono o valor, mas isso fica para outro post) e etc e tal.

Questão é usar dinheiro de forma correta e isso vale para tudo… desde o transporte coletivo ao bem estar do cidadão, passando pelo bem estar animal.

Fiquei com o coração na mão de ver como a cachorrinha me olhava.

Queria contar aqui que a história  terminou com um final feliz. Os funcionários resolveram cuidar dela e conseguiram a manter ali. Pelo menos estava quente, coberto, tinha ração e água. Uma família passou e levou um dos filhotes embora.

Restaram quatro. E ela, que é o que mais preocupa.

Nestas horas queria ter um sítio, ter um grande espaço para poder levar.

A sensação de impotência é uma coisa terrível.

Para quem quiser, ela ainda estava no estacionamento superior do supermercado até agorinha….

Entrei no carro sem olhar para trás. Fechei os olhos e fui embora.

Envergonhado.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 18, 2010 at 3:45 am

Dá série: “Obras que fazem me sentir um palhaço”

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Da série obras para eleitor ver, essa “pérola” do Campeche.

Quem não se lembra, essa “ciclofaixa” foi construída pouco antes das eleições de 2008. Fica na avenida Pequeno Princípe.

Detalhe é que, passado menos de um ano e meio, perdeu a cor, teve trechos destruídos para construção e colocação de pontos de ônibus. Igual a esse da foto.

Segurança zero.

Mobilidade? Em Floripa? O que é isso?

Não consigo entender uma obra ser realizada e depois, com o mesmo administrador, ter trechos destruídos, modificados e etc, alguns meses após sua inauguração.

Me sinto um completo idiota quando vejo essas coisas.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 4, 2010 at 8:17 am