Escandiuzzi

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Presidente THC faz protesto

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O candidato a vereador “Presidente THC” promoveu o “enterro da liberdade de expressão” na tarde desta sexta-feira (14) em Florianópolis, como ato de protesto contra a proibição de sua propaganda eleitoral.

Lucas de Oliveira, do PSDB, foi proibido de realizar campanha pelas ruas centrais da cidade. A Promotoria Eleitoral entrou com uma ação por entender que o candidato estaria fazendo “apologia” ao uso de entorpecentes e estimulando adolescentes a usarem maconha.

Um grupo de correligionários do “Presidente THC” promoveu o protesto na chamada “Esquina Democrática”, no centro de Florianópolis, por volta das 13 horas. Os jovens usaram mordaças pretas, acenderam velas e chegaram a tentar cantar o Hino Nacional. Os bonecos gigantes usados pelo candidato também tiveram as mãos e bocas amarradas.

Durante o ato, Lucas leu um manifesto dizendo estar sendo vítima de “forças ocultas”que tentariam prejudicar sua campanha. Ele se defendeu dizendo não estar estimulando o uso de maconha, mas destacou que a descriminalização evitaria uma série de problemas na sociedade.

“Jamais distribui kits ou caixinhas com seda. Gritamos pela descriminalização de toda e qualquer droga como forma de acabar com o tráfico de drogas. Isso sim é que mata os jovens da nossa sociedade”, disse. “Sou maconheiro e tenho orgulho disso”.

Com direito a um caixão, o grupo seguiu em cortejo por seis quarteirões até a sede do Tribunal Regional Eleitoral, onde o candidato entregou sua defesa para tentar liberar a propaganda. “O STF já determinou que pedir a liberação da droga não é um crime. O que estão tentando é nos silenciar, como faziam na época da ditadura militar”, afirmou.

Written by Fabrício Escandiuzzi

setembro 15, 2012 at 3:53 am

Vídeo da Maconha

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Segue o VT com a matéria do candidato que berra “maconha, maconha, maconha”…..

 

Written by Fabrício Escandiuzzi

agosto 27, 2012 at 12:00 am

Maconha, Maconha, Maconha…..

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Quem passa pelo centro já deve ter se assustado com as propagandas eleitorais. Pois dia desses, ouvi alguém gritando com um megafone e tive a clara impressão que era um carro de pamonha, daqueles tradicionais do interior de Minas Gerais e São Paulo. Mas não… Não era “pamonha de Piracicaba” que gritavam….

Era maconha mesmo….

Pois se trata de um candidato a vereador em Florianópolis que vem chamando a atenção ao  fazer referência ao ex-presidente FHC e defender a descriminalização da maconha como principal meta de sua campanha.

Em pleno centro da cidade, Lucas de Oliveira (PSDB), encarna o personagem chamado “Presidente THC”, desfila de terno, gravata e faixa presidencial e é acompanhado de um boneco gigante. Diante do Terminal Central Urbano, um amigo usa um megafone para gritar “maconha, maconha, maconha”, como se estivesse imitando os carros que vendem “pamonha” pelo Brasil afora.

“Maconha, maconha, maconha, pela descriminalização, vote presidente THC”, anunciam.

Os panfletos estilizados como se fossem um maço de cigarro trazem uma foto do candidato com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também do PSDB e defensor dos canabistas. Os gritos no meio da rua vem gerando polêmicam pois há quem não goste. “Não acho certo ficar gritando o nome de droga na rua”, afirma a balconista Claudete Marli Santana, 48 anos. “Crianças e idosos passam o tempo inteiro no terminal de ônibus”.

Estudante de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Lucas é presidente do Instituto da Cannabis (InCa) e um dos organizadores da Marcha da Maconha em Florianópolis. Ele diz não estar fazendo apologia ao defender a descriminalização da cannabis e propõe realizar uma legislação municipal sobre o tema.

“Assumimos a discussão na cannabis no âmbito municipal e por isso vamos propor a regulamentação necessária sobre o tema. É uma política de redução de danos”, disse.

 

Propaganda censurada

O candidato afirma que sua participação no horário eleitoral acabou sendo “boicotada” pela direção da coligação majoritária. “Fizemos a propaganda e houve uma ingerência. Estamos lutando para colocar nossa propaganda no ar porque defender mudanças na lei não é fazer apologia às drogas”, afirma Lucas.

Sem espaço no horário eleitoral, o “presidente THC” vem focando em campanhas de pela internet e ações nas ruas. “Estamos focando em trabalhos de rua e fazendo uma abordagem cultural. Gritar maconha nas ruas é uma forma de quebrar preconceitos”, defende.

“Maconheiro não é um vagabundo e irresponsável. Pelo contrário, o canabinista é é um sujeito tranquilo e não pode sofrer preconceito por isso”.

 

 

 

Written by Fabrício Escandiuzzi

agosto 26, 2012 at 11:08 pm

Cannabis ou maconha e a censura na Mariana

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Uma candidata a deputada federal em Santa Catarina pregou em pleno horário eleitoral a liberação da maconha e o casamento homossexual e vem fazendo sucesso na internet. A imagem da “cannabis” vem sendo inclusive impressa em seus materiais de propaganda.

Com apenas 23 anos, Mariana Marques disputa uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PDT catarinense. No programa eleitoral. a jovem fala da liberação da “cannabis e do casamento civil homossexual” e emenda um bordão: “Quem é livre e consciente, 1202 na mente”. No encerramento, a candidata ainda pede ao eleitor: “Põe um legal na Câmara Federal”.

O slogan adotado em sua campanha transformou-se em febre e rapidamente se espalhou em redes sociais. O vídeo de sua fala no programa do partido, com apenas 14 segundos, já contou com mais de 50 mil acessos no You Tube.

A jovem integra movimentos estudantis e foi convidada para ser candidata para ajudar a completar a cota de mulheres do partido. Ela decidiu então, levar a campanha a sério e diz estar satisfeita com a repercussão.

O slogan que vem sendo replicado na rede surgiu como uma forma de driblar a “censura” dentro do próprio partido. Na primeira gravação de seu depoimento, a coordenação política do PDT teria solicitado que ela retirasse a palavra “maconha” do seu programa.

Regravei, substitui maconha por cannabis e usei a frase bota um legal para encerrar”, disse. “Resolvi prosseguir com a candidatura e achei que as pessoas iriam gostar bem menos do que estão gostando. Recebi apoio até de quem não usa maconha ou não é homossexual”.

Estudante de Serviço Social na Universiade Federal de Santa Catarina, Mariana mora desde 2007 em Florianópolis. Ela é uma das coordenadoras da Marcha da Maconha e do Instituto da Cannabis, formado em sua maioria por estudantes. A entidade debate a proibição da maconha e realiza pesquisas em Santa Catarina.

Começamos uma pesquisa com os presos nas cadeias de Florianópolis. Estamos levantando quem foi preso por maconha, qual a faixa extária e situação social”, disse. “As propostas de liberação da cannabis e da união civil entre pessoas foram fruto de discussões junto aos grupos de mulheres e de estudantes do qual participo. São temas que não podemos jogar para debaixo do tapete”.

Written by Fabrício Escandiuzzi

setembro 23, 2010 at 3:54 am

Marcha da Maconha, mesmo com chuva

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O mau tempo fez com que a Marcha da Maconha fosse cancelada na tarde deste sábado em Florianópolis. Mas mesmo a chuva não espantou cerca de cem pessoas  que estiveram na avenida Beira Mar Norte para participar da manifestação.

A direção do movimento na capital catarinense adiou a Marcha para o próximo dia 23 de maio, um domingo.

Quando cheguei ali no Koxixo’s, completamente careta, não havia mais do que dez pessoas. Logo depois, cartazes faixas e máscaras já estavam na área. Pena que a matéria não rolou pois a chuva impediu. Chuva aliás, que hoje também não me deixou ir ao projeto do CãoTerapia, no Centro de Zoonoses. Uma pena….

 

Em Florianópolis, a organização do manifesto é realizada pelo Instituto da Cannabis e pelo Coletivo Marcha da Maconha Santa Catarina. A Marcha da Maconha é realizada em 14 cidades do país e surgiu em 2002, no Rio de Janeiro. A última manifetsação pela legalização da cannabis reuniu mais de 400 pessoas em Florianópolis.

Cheguei careta. Se saí do mesmo jeito???

Pergunta mais indiscreta…

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 9, 2010 at 6:35 am