Escandiuzzi

Procuram-se boas notícias. Mas enquanto elas não surgem….

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Mais uma vez alagamentos em Floripa

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Seguem imagens do sul da Ilha.. Mais precisamente, nos bairros do Rio Tavares e Campeche.

O loteamento Norbecker (não sei se é assim que escreve, depois me corrijam caso não o seja) é uma vergonha. Se dois moradores lavarem a calçada ao mesmo tempo, alaga tudo…

Faz anos que acompanho ali… Faz anos que pedem socorro para a prefeitura… Faz anos que continua alagando…

Com relação ao Rio Tavares então, nem vou fazer maiores comentários… O horário não permite…

 

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Written by Fabrício Escandiuzzi

janeiro 24, 2011 at 5:33 am

Shopping debaixo de água

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Acho que as imagens falam por si….. O prejuízo dos “lojstas de verão” no bairro de Canasvieiras, após a chuvarada deste sábado (22) é de dar dó……

Muitos prometeram nunca mais colocar os pés em Florianópolis.

Nem vou comentar nada.. Olhem e me digam o que acham de tudo isso…

 

 

 

Lojistas calculam prejuízo superior a dois milhões de reias

 

Written by Fabrício Escandiuzzi

janeiro 23, 2011 at 1:33 pm

Ressaca na Armação: Muro vai adiantar?

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A construção de um muro de pedras para conter o avanço do mar na praia da Armação, em Florianópolis, pode agravar a situação no bairro diante de novos episódios de ressaca.

O alerta foi feito pelo diretor do Centro de Ciências Tecnológicas da Terra e do Mar (CTTMar) da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), João Luiz Baptista de Carvalho, ouvido por mim esta semana. Na opinião dele, a colocação de pedras na praia poderá agravar o quadro de erosão marinha. “O problema pode se intensificar nas próximas ocorrências de ressaca”, afirma. “A princípio, a obra protege as casas afetadas em um curtíssimo prazo. A águas irá encontrar a barreira de pedras e continuará erodindo com força a parte inferior deste muro”.

 Outra citação interessante é de que o inverno ainda nem começou o que pode trazer problemas para o que já foi uma das mais belas praias de Floripa. “Neste período as ressacas são mais frequentes e a praia já está muito fragilizada, sem nenhuma faixa de areia”, afirmou.

 

 

Opinião semelhante tem o geólogo Rodrigo Del Omo Sato, da diretoria do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (CREA) e voluntário da Defesa Civil. Ele defende a posição de que o muro não irá solucionar o problema e que apenas a retirada do molhe auxiliaria a amenizar os efeitos da ressaca. O mais grave é que o profissional afirma que pareceres técnicos estariam sendo ignorados pela prefeitura. “Tem que se atacar a causa do problema e isso não está ocorrendo”, disse. “Técnicos da área não estão sendo ouvidos porque envolve a política. Ouve-se apenaa a associação de pescadores”.

 Sato realizou um estudo com imagens da praia da Armação desde 1938. Para ele, o fechamento completo do “molhe”, realizado há menos de seis anos, teria agravado a situação. “Tem que se acreditar muito em coincidência e acaso para não perceber que o molhe alterou a dinâmica costeira. Sem o engordamento da praia tudo vai voltar a erodir. É a mesma coisa de empurrar um carro sem freio ladeira acima. Quando parar para descansar ele volta a descer”, compara. “Assim que chegar uma ressaca para valer aí veremos o que é destruição”.

 

 

Mas afinal de contas, e essa obra de engordamento? Quanto vai custar? Está nos dez milhões liberados emergencialmente?

A resposta é não.

Falei com o secretário de obras de Florianópolis, José Nilton Alexandre, na tarde desta quarta-feira, dia 2. Ele afirmou que o engordamento da praia será realizado logo após as obras emergenciais de construção do muro. O projeto ainda está tendo os valores “atualizados” mas, segundo ele, superaria a casa dos R$ 16 mi. Estes valores estão desatualizados pois são referentes aos cálculos realizados há dois anos”, disse. “Sabemos que o muro é paliativo e estamos trabalhando na recuperação da praia em si. Estamos estudando a batimetria, hidrometria e levantamento de custos para a realização da dragagem de um banco de areia localizado a 200 metros da costa”.

Alexandre revela que o preço da dragagem ainda pode aumentar “consideravelmente” o custo pelo fato de não existir no país uma única draga que consiga realizar o trabaho no mar, em condições como as encontradas na praia da Armação.

Enquanto isso, 58 caminhões realizam três viagens diárias cada um trazendo pedras ao bairro. Imagens deste sábado mostram que o troço tá ficando alto pacas, mas em alguns pontos as ondas ainda passam por cima.

Enquanto isso, a Defesa Civil emitiu um novo alerta para forte ressaca no domingo.

O tamanho das ondas? Três metros.

 

Written by Fabrício Escandiuzzi

junho 4, 2010 at 1:12 am

Imagens da Ressaca na Armação, Barra da Lagoa e Campeche

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Seguem algumas fotos feitas neste final de semana nas praias da Armação e Barra da Lagoa. As duas últimas são do Campeche, onde os estragos também começam a ficar visíveis.

O que preocupa é a previsão de nova ressaca neste início de semana. As obras do muro já estão sendo feitas.

Tomara que dê tempo de fazer um pouco mais para conter as ondas de até três de altura, conforme alerta a Defesa Civil.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 30, 2010 at 11:33 pm

Armação, ressaca e foguetes

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Momento dos festejos da “inauguração do início das obras” de contenção do mar na praia da Armação.

O troço vindo abaixo e os neguinhos soltando foguetes. Fiz o VT para o Terra e obviamente tirei o foguetório pois senão seria impossível ouvir os entrevistados.

A casa que aparece no vídeo caiu horas depois.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 29, 2010 at 11:07 am

Ressaca: a vez da Barra da Lagoa e do Campeche

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Agora é a vez da Barra da Lagoa e do Campeche.

Mais drama. Ondas tomaram restaurantes e casas à beira-mar.

No Campeche, um impressionante muro de areia com quatro metros de altura se formou.

Casas igualmente ameaçadas. Casas com construções contestadas na Justiça e por muitos moradores justamente por estarem sobre dunas.

Culpa do mar? Do aquecimento global? Da Defesa Civil?

Óbvio que não…

 

Foguetórios a parte, a previsão de uma nova e intensa ressaca nos próximos dias coloca todo mundo em alerta.

Entrevistei uma família de pescadores na Barra.  Viviane Laura Corrêa, com apenas 28 anos, se mostrou uma das pessoas mais sábias que entrevistei neste episódio todo da ressaca. Contou que o avô vendeu o terreno da frente de sua casa e garantiu a construção de moradia para todos os filhos no fundo. “Ele sempre disse que o olho do homem iria destruir nossa ilha”, afirmou. “Aqui em Floripa pode tudo. Mexem na praia para montar restaurante e até alargam avenida Beira-mar para que os ricos possam correr. Nunca vi ninguém da prefeitura aqui a não ser em inauguração”.

Saí da Barra da Lagoa com essas palavras ecoando na minha cabeça. É a pura verdade. Construções sobre dunas, legalizações vias cartórios duvidosos, empreendimentos em prol da “geração de empregos” e outras balelas. Nada disso cabe mais por aqui.

Aterros, ajeitos, resorts e estaleiros. Nadica. Cabe cuidar do que temos antes que não tenhamos mais nada.

O prefeito Dário Berger tem uma chance de ouro para fazer história, mesmo com as indecências de shows e outras coisitas más. Pode fazer um plano diretor decente, acertar a questão da devastação e trabalhar pelo desenvolvimento sustentável da ilha… Resta saber se irá fazê-lo.

Mas para isso é preciso ouvir técnicos e não falsos pescadores interessados em foguetes e projeção política, como tenho percebido na praia da Armação. Ou em construtoras-financiadoras de campanhas interessadas em sabemos bem o quê…

Não gostaria de ver esse cenário nos próximos anos em Floripa.  A atual prefeitura não tem culpa de tudo. O risco é ser mais uma entre tantas outras que se passaram a omitir. Está aí o desafio.

O “ecochato” nunca esteve tão certo. Mas garanto que nenhum deles está feliz em ver o que vem acontecendo.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 29, 2010 at 6:25 am

Por um fio

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Essa é a Armação do Pântano do Sul neste domingo. Dramática.

Casas caindo, pedras pela areia, árvores arrancadas pela raiz.

A situação está cada vez pior e a barricada criada pelo Exército não adiantou muita coisa.

Tem uma casa ali que não deve aguantar uns dois ou três dias como o bar batendo em seus alicerces. Outro problema é que neste ponto os terrenos estão declive em relação ao mar. Resumindo: se a água passar, chega à rua e provavelmente ao rio.

Falei com um especialista ali neste domingo. Ele é pós doutorado em “ondas”. Estuda basicamente o comportamento do mar na costa. Foi legal, estou editando o vídeo e logo coloco no ar. Mas adianto que segundo ele, um dos grandes problemas é exatamente as pedras colocadas no mole da praia.

Uma deterioração como essa levaria décadas. A ação do homem tratou de acelerar o processo.

Written by Fabrício Escandiuzzi

maio 24, 2010 at 6:08 am