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Greve de servidores federais não é prioridade

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Essa vai matar muitos servidores públicos do coração…

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, disse que a categoria “tem estabilidade” e que a intenção do Governo Federal é socorrer trabalhadores do setor privado, que estariam ameaçados diante da crise econômica. Ela informou que a questão de reajustes dos servidores em greve não é uma “questão prioritária”. E mais: que a presidente Dilma Rousseff estaria “centralizando as suas forças” no combate à crise econômica e na possibilidade de demissões na indústria.

Ideli aproveitou uma “folga de três dias” para participar do lançamento do site da candidata do PC do B à prefeitura de Florianópolis, Angela Albino. A ministra destacou que o governo vem se esforçando para resolver buscar soluções para a crise e destacou que ações que resultem em aumento de custo da máquina pública não estão sendo tratados como prioridade.

“Em primeiro lugar é importante realçar que hoje a nossa prioridade é uma só: o enfrentamento da crise”, afirmou. “Por isso, toda e qualquer medida que venha a ser adotada e que acerrete aumentos dos gastos públicos deve ser muito avaliada, não é a prioridade”.

De acordo com a ministra, os servidores federais teriam tido reajustes acima da inflação na última década. Ela reconheceu a existência de “distorções e injustiças”, mas avaliou que no momento, uma restruturação do funcionalismo não está em debate, apesar da greve deflagrada em vários órgãos públicos e universidades. “Essa modificação de forma ampla e irrestrita não esta colocada em debate diante da gravidade da questão econômica”.

“Servidores tem estabilidade”

Ideli citou a possibilidade de demissão em massa na indústria nacional e destacou que trabalhadores que “não tem estabilidade é que precisariam de socorro no primeiro momento”.

“A análise que temos é a de que no momento de crise devemos focar e usar todos os mecanismos a disposição do governo para proteger os mais frágeis, que são os trabalhadores do setor privado”, disse. “Eles não tem estabilidade. Diante da crise, por pior que ela seja, os servidores irão manter os seus empregos”.

A greve conta com a adesão de diversos setores em todos os estados brasileiros. Essa semana, a Universidade Federal de Santa Catarina decidiu adiar o início das aulas do segundo semestre por tempo indeterminado.

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Written by Fabrício Escandiuzzi

julho 26, 2012 às 8:06 am

Publicado em Brasil, Santa Catarina

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