Escandiuzzi

Procuram-se boas notícias. Mas enquanto elas não surgem….

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Se é Berger é…..

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Não consigo entender mais nada de campanha….

Ás vezes, acho que sou um burro, um completo idiota que não consegue visualizar as alianças, apoios e coligações. Por mais que eu tente, preciso anotar as coisas em um papel para não me perder e ver quem está com quem. Outras vezes me sinto um palhaço. Palhaço pois fazem questão de bagunçar a minha cabeça.

“Se é Bauer, é bom”… Foi isso que o prefeito de Florianópolis, Dário Berger, disse ao aparecer no programa do Paulo Bauer no horário eleitoral. Tudo bem que me pareceu um depoimento pego às pressas, no calor de uma caminhada e etc… Mas convenhamos, o cara tem aparecido toda semana com adesivos do Luiz Henrique (normal, é do PMDB) e do Cláudio Vignatti, do PT (também seria normal, afinal de contas, a suplente do petista é sua cunhada).

A foto abaixo foi feita pela própria assessoria do PMDB.

Colaram o adesivo do Vignatti sem o prefeito perceber? Liberaram três votos para o Senado? Ou estamos diante do Berger completamente “em cima do muro”???

Escrito por Fabrício Escandiuzzi

setembro 23, 2010 em 3:46 am

Vuvuzelaço

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Bandeirolas. Gritaria. Apitaço. Batucada.

E claro, Vuvuzelas….

Essa foi a convenção do PMDB de Santa Catarina.

Estou até agora com os ouvidos doendo… Não de algumas bobagens que eu ouvi, mas por causa do exagero dessas vuvuzelas importadas da Copa da África.

Os peeemedebistas vaiaram os ex-governadores Luiz Henrique da Silveira e Eduardo Pinho Moreira, som abafado pelo exagero das vuvuzelas. Mas vaiaram. Mesmo assim, os delegados apoiaram uma aliança com os Democratas, que fizeram uma convenção tão tímida que todos os participantes deveriam caber em duas kombis.

Isso doeu ainda mais nos peemedebistas.

Depois da decisão ser anunciada, muitos do lado de fora reclamavam dos delegados e do fato do partido não ter um  candidato próprio ao governo desde a volta das eleições diretas.

O ex-governador Paulo Afonso Vieira disse após o anúncio da decisão que o partido sai “ferido” de toda essa polêmica.  O deputado federal Valdir Colatto não escondeu a raiva e disse que o PMDB “encolheu”. Para os dois, será muito difícil aglutinar as lideranças para a campanha deste ano. “O partido vai se recuperar mas não sei quanto tempo isso pode levar. Este ano, vai ser meio que cada um por si”, resumiu o parlamentar.

Agora democratas e peemedebistas esperam o PSDB para fechar a tríplice. PSDB que pelo menos nas declarações dos líderes via twitter nos últimos dias, dava sinais de que iria descer do muro e surpreender a todos com o lançamento de Leonel Pavan para o governo. Deve ser duro para os tucanos, contarem com o governador e depois terem que se contentar apenas com uma vaga ao Senado Federal.

A campanha começou de um jeito legal, pelo menos para nós jornalistas: barulho, vaias, vuvuzelas, declarações apaixonadas e exaltadas, polêmicas e mistério.

Para os peemedebistas há a divisão, mas o barulho das vuvuzelas  abafou os maiores descontentes.

Com vuvuzelas, o PMDB está na campanha… de vice, mas está…

Muito barulho por nada???

Escrito por Fabrício Escandiuzzi

junho 27, 2010 em 7:36 am

Green de Criciúma

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Maicon na seleção e Eduardo Pinho Moreira na política.

É. Personagens que nasceram ou fizeram carreira em Criciúma estão dando o que falar esta semana.

Do craque da seleção, falou-se do gol, do começo da vida no futebol e até mesmo de seu cordão umbilical. Tudo para o lado positivo, após ser o responsável pelo primeiro urro de gol do Brasil nesta horrorosa Copa da África.

Do ex-pré-candidato ao governo de Santa Catarina, pelo contrário, não se ouviram muitas coisas simpáticas. Desde tucanos, petistas, progressistas e claro, principalmente peemedebistas. Foi o vilão da semana. Frouxo, traíra, medroso, vendido, bundão foram alguns dos adjetivos empregados para qualificar o ato do Moreira.

Mas eu agradeço todos os dias ao Dr. Eduardo e sua decisão tão criticada.

Como jornalista, preciso de notícias.

E ficar naquele chove não molha, naquela chatice da tríplice-não-tríplice, já estava mais do que enchendo. Alguém tinha que dar… E quem deu foi o Moreira.

Motivos? Implicações? Revoltas?

Tudo isso faz parte…. mas se ficasse naquele lenga lenga, sem que ninguém fizesse merda, iria ser chato..

Igual ao futebol: depois daquele primeiro tempo medonho, parecido com o conversê da tríplice aliança, eis que surge um gol de Maicon, o “glorioso representante criciumense” como ufanou o Castiel. Todo mundo lembrará o belo gol….

Na política estava assim… Ninguém arriscava uma jogada individual, um drible, um passe de letra ou um grande lançamento. Pareciam os 3 mil volantes brucutus do Dunga sem nenhuma criatividade.

Eis que de repente, numa jogada individual, surge Eduardo Pinho Moreira, o não menos glorioso representante criciumense (embora tenha nascido em Laguna, foi prefeito de Criciúma). Botou fogo no jogo, ops, na campanha. Acirrou os ânimos, causou furor, trouxe emoção (e mais notícias) à disputa.

Mas eu acho que as semelhanças param por aí….

Maicon vai ser lembrado como o jogador que marcou um belo gol e iniciou a vitória do Brasil numa estréia de Copa do Mundo.

Talvez seja melhor comparar o Moreira com aquele goleiro da Inglaterra, o Green: deixou a Jabulani dominada escapar das mãos e deu um presente para o adversário.

Escrito por Fabrício Escandiuzzi

junho 17, 2010 em 11:28 am

Sopa de letrinhas

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Reunião do PP na segunda pela manhã. Diretório do PSDB na parte da tarde. Isso na segunda-feira.

Na terça-feira: panfletagem de petistas no Terminal Central. Reunião de prefeitos do PMDB em um hotel do centro de Florianópolis. Coletiva com picanha na casa do governador Leonel Pavan.

Isso sem contar o material sobre frio, tainhas e Armação.

Estou numa maratona “político-noticiosa”.

E como disse muito bem o Moacir Pereira em belo artigo hoje, já tá uma chateção esse negócio de tríplice aliança.

PMDB diz que vai com DEM e PSDB… Mas o PT diz que o PMDB vai com o PT e a Dilma. O PSDB diz então que vai com o PP. Mas o PP diz que vai com o PDT. O PDT, uma parte vai com o PP mesmo, a outra diz que vai só com PDT. O DEM vai sozinho ou com o PMDB e o PSDB, mas nunca com o PT…

E eu vou para a PQP, porque tá foda essa chateação.

Ninguém fala com a impresa com medo de melindrar os sonhados aliados. Um aliado marca uma conversa ali, o outra marca outra de lá. E nada acontece.

Fritsch panfletando disse em entrevista ao Terra que já haveria um acordo firmado com o PMDB catarinense para não agressão. Leia aqui.

Pavan fez um churrasco para a imprensa. Alguns figurões engravatados e outros, como eu, com a blusa de moletom surrada (mas bem quentinha) com que saí pela manhã para fotografar o “frio” e a espera das tainhas. Para variar, nenhuma nova revelação bombástica… Disse que se PMDB e PT selarem o tal pacto, no mesmo dia ele conversaria com o PP (essa foto é maldade pura, mas não dá para deixar de usá-la né?).

Compasso de espera.

Enquanto isso, a triplice aliança (ou chatice, como diz o Moacir), segue assando. Sinceramente acho que já passou do ponto.

Tá mais para uma grande sopa de letrinhas. Não sabemos o que vai sair dali…

Em tempo: O César Valente também publicou um excelente material sobre essa discussão casa-não casa, alia-não alia….Leia aqui

Escrito por Fabrício Escandiuzzi

junho 10, 2010 em 8:44 am

PMDB deve “Temer” aliança nacional com Dilma???

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O presidente do diretório estadual do PMDB em Santa Catarina e pré-candidato ao governo do estado, Eduardo Pinho Moreira, admitiu a possibilidade de “liberar” os filiados para aderirem campanhas de José Serra ou Dilma Rouseff à presidência da República nas próximas eleições de outubro.

A declaração ocorreu pouco antes de um encontro que reuniu prefeitos peemedebistas de doze municípios da região da Grande Florianópolis, no início da noite desta quarta-feira na casa do prefeito Ronério Heiderscheidt, em Palhoça. Moreira destacou que uma visita do presidente nacional da sigla, Michel Temer, ao estado marcada para este sábado foi “delicamente” cancelada até que o diretório estadual defina o caminho a seguir em Santa Catarina.

Os peemedebistas catarinenses vivem um grande dilema: as maiores lideranças da sigla, como Moreira e o ex-governador Luiz Henrique da Silveira, declararam apoio ao tucano José Serra. A possibilidade de Michel Temer integrar chapa com a petista Dilma Rouseff poderia siginificar um racha no partido.

Pedimos para que Temer, que é nosso presidente nacional, adiasse a viagem até que a situação se acalmasse”, confessou Eduardo Pinho. “Estarei com ele em Brasília e marcaremos uma visita para que Temer seja ouvido pelas nossas lideranças”.

O presidente do PMDB catarinense destacou as conversas realizadas com democratas e tucanos no decorrer da semana. “Temos três problemas que impedem o avanço em negociações: eu, o governador Leonel Pavan e o senador Raimundo Colombo”, disse. “Todos são fortes e pretendem ser cabeças de chapa. O que defendo é que o PMDB tem o maior número de prefeitos, vereadores, filiados e deputados, além de ser o único partido que disputou todas as majortiárias desde o fim da didatura”.

A solução para o impasse catarinense só ocorrerá em convenção marcada para o dia 26 de junho. O pré-candidato disse que apoiaria qualquer decisão do diretório, seja a favor de Dilma ou de Serra. Mas adiantou que a liberação dos filiados é uma opção cada vez mais plausível. “Queremos o PMDB unido em torno de um projeto estadual. A liberação de votos e de declaração de apoio por parte dos filiados é uma opção que pode ser adotada em prol de um projeto estadual”, completou.

Mágoa

Já para o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Luiz Henrique da Silveira (PMDB), a aliança com os tucanos é quase uma “questão pessoal”. Ele não escondeu a mágoa pelos “sete anos de oposição” realizados pelos deputados petistas na Assembléia Legislativa. Ele acrescentou que uma aproximação de peemedebistas catarinenses com a candidatura de Dilma Roussef à presidência seria quase impossível devido à “postura do PT estadual”.

“O PT adotou uma postura de total oposição ao meu governo dentro da Assembléia Legislativa e isso dificultaria alianças”, afirmou.

Silveira foi eleito governador em 2002 para o primeiro mandato após declarar apoio ao então candidato a presidente Luiz Inácio Lula da Silva justamente contra o tucano José Serra. A “onda Lula” auxiliou em sua eleição em disputa acirrada contra o então governador Esperidião Amin (PP), vencida por menos de dois pontos percentuais. Na eleição seguinte, o peemedebista apoiou Geraldo Alckmin.

Para o ex-governador, o “caminho natural” do PMDB catarinense é o apoio a José Serra. “Depende de entendimentos, mas a essa a tendência já que o PT decidiu ser oposição em sete anos do meu governo”, disparou. “A atuação dos petistas na Assembléia Legislativa praticamente impede qualquer outra posição que não seja essa”.

Escrito por Fabrício Escandiuzzi

maio 27, 2010 em 12:01 pm

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